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O mistério da meia sem par

  • Foto do escritor: Beatriz Estima
    Beatriz Estima
  • 15 de jun. de 2023
  • 2 min de leitura

Dia desses estava passeando no site da Amazon em busca de inspirações para leituras novas. Sim, a Amazon virou a minha livraria online e tenho quase certeza que não sou a única que faz isso. Acabei baixando um livro de crônicas de uma das minhas podcasters preferidas que fala sobre todas as mudanças físicas e emocionais quando alguém se torna adulto. Me identifiquei na hora, porque eu sou exatamente aquela pessoa que diz “Como vim parar aqui, eu só tenho 6 anos!!!”.


Esses pensamentos sempre aparecem nos momentos mais adultos que tenho, quando preciso ficar na sala de espera do médico sozinha, quando tenho que ir ao banco resolver burocracias financeiras ou até mesmo quando olho o sabão em pó na prateleira do supermercado e já grito para o meu namorado:


– Pega a caixa de dois quilos que dura mais, hein!


Quando coisas assim acontecem, logo eu lembro que a vida adulta escancarou a porta do meu mundo e entrou fazendo uma bagunça completa. Mas, voltando sobre o assunto do livro que baixei... nele a autora dizia uma das coisas que mais me atormentou desde o momento em que me considerei adulta: para onde vão todas as meias sem par?


Juro, eu queria muito saber.


Eu odeio meias e é meio estranho falar que odeio alguma peça de roupa, mas algumas eu penso que não deveriam existir da forma como existem e não sei explicar bem o porquê. Calças jeans e meias estão no topo dessa minha lista. Só quem já passou pelo inferno que é ter que lavar meias brancas encardidas de terra sem uma lavadora para ajudar sabe do que estou falando.


O grande problema é, o meu desdém por meias faz com que eu não seja uma pessoa tão atenta quando o assunto é encontrar o par das meias brancas, pretas e até mesmo as coloridas dentro do cesto de roupa suja. Assim, quando as coloco para lavar acabam saindo uma sequência mais ou menos assim:


  • Meia branca com listras com o par da meia branca sem listras;

  • Meia preta lisa com o par da meia preta estampada;

  • Meia branca pequena com o par da meia preta grande.

E por aí vai...


Particularmente eu não ligo muito para isso, afinal, quem é que no meio do “rolê” vai pedir para ver qual o par da sua meia, não é mesmo? (Se isso acontecer, meus amigos, foge porque é gente estranha, sociopata ou serial killer). No entanto, a grande questão que fica é: o que acontece com a meia que ficou perdida? Para onde ela vai? Será que ela encontra um buraco negro e vai para o universo de Harry Potter encontrar os elfos domésticos? Existe um submundo embaixo da minha casa com todas as meias que ficaram sem par?


São muitas questões e um grande mistério.


Eu poderia ter filosofado e feito um paralelo sobre como todas as meias sem par são os adultos perdidos dentro do capitalismo, mas isso aí eu deixo para o coachs de meia tigela.


Portanto, um brinde à todas as meias sem par e um brinde a você que virou um adulto desengonçado tentando entender o que fazer dia após dia. E fica tranquilo, porque está todo mundo no mesmo barco ou no mesmo mistério da meia sem par.

 
 
 

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