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O futebol que marca a história e molda a sociedade

  • Foto do escritor: Beatriz Estima
    Beatriz Estima
  • 24 de jan. de 2019
  • 2 min de leitura

Os 100 anos do Aimorés Futebol Clube e sua importância cultural em Tiradentes, MG.



“Diz a lenda que temos alma de índio guerreiro, por isso o nome Aimorés”, conta Luiz José da Fonseca Neto, presidente do Aimorés Futebol Clube. Em 1919, nascia no coração de Tiradentes, um clube de futebol com intuito de mostrar a cara tiradentina, do homem forte e trabalhador. Um grupo de amigos liderado pelo tiradentino Martim Paolucci, empresário ligado à Cerâmica Progresso, antiga indústria da região, foram responsáveis pela criação do Clube, unindo a vontade de envolver o operariado da fábrica com a sociedade civil local.


A alma de guerreiro dos membros do Aimorés Futebol Clube não estava presa somente aos campinhos de futebol: era um chute na bola e um passo de dança; uma cobrança de pênalti e a folia do carnaval; um tiro de meta e uma sessão de cinema. O Aimorés era cultura antes mesmo de ser futebol, e assim segue trilhando há 100 anos.


Cada década da história do Clube, também marca a história da própria cidade de Tiradentes. Na década de 30, o Aimorés montou seu primeiro time de peso, lembrado com muita admiração por aqueles que contam sua história. Entre 1940 e 1950, o Clube montou suas primeiras ações sociais envolvendo toda a comunidade. Foi nessa época que criou, também, uma série de festividades que davam vida ao prédio da sede do Clube e Centro Cultural, localizado na Rua Direita.


Durante as décadas de 60 e 70, os bailes e carnavais promovidos pelo Aimorés davam o ar da graça, mas é durante anos 80 e 90 que o futebol volta a brilhar nos campeonatos regionais. Contudo, o século XXI trouxe ao Aimorés a necessidade de modernização, porém sempre tendo como base o passado que o alavancou.


Os 100 anos de (r)existência de um clube de futebol evidencia a força que o passado têm sobre o presente tiradentino. O Aimorés joga com a memória da sociedade, resgata a lembrança daqueles que viveram na época de ouro do Clube e cria novos momentos com aqueles que estão chegando. Por isso, segundo o presidente Luiz da Fonseca, a intenção deste ano, com o centenário, é trazer de volta as ações que eram a cara dos guerreiros do Aimorés. “Vamos resgatar o bloco de carnaval do Aimorés e fazer uma corrida em comemoração aos 100 anos. Também vamos voltar a fazer a festa junina, o piquenique na Serra… entre outras ações durante o ano”, explica o presidente.


O que move os conselheiros que atuam no Aimorés é, em suma, a paixão pelo futebol, pelo clube e pela cidade. “É todo um trabalho de coração, movido à paixão, para deixar um legado. Transpassar nossos valores para toda essa turma nova que está vindo”, comenta Luiz.


Quando o futebol mistura cultura, sociedade e história, vira muito mais do que apenas um esporte. Modifica a vida das pessoas, resgata a memória local e acrescenta um espírito de pertencimento à comunidade.


Assim, quando o juiz apita o fim do jogo não há vencedor maior do que a própria cidade de Tiradentes.

 
 
 

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